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A vida em caracteres

30
Dez15

Foi um ano bom, pelos motivos maus

Jessica

Não foi um ano fácil. Mas foi um ano bom, pelos motivos maus.

Foi um ano triste. Um ano de muitas lágrimas, noites mal dormidas, pensamentos maus, ausência de sorrisos e gargalhadas, de preocupações ... mas foi, acima de tudo, um ano de grande aprendizagem, de autoconhecimento e de experiências. 

Senti, principalmente nos últimos dois/três meses, ao olhar para trás que passei por 2015 sem o viver. E, honestamente, é isso que mais me entristece. Olhar e ver a rapariga triste e deprimida em que me estava a tornar e na qual nunca me revi. Lembro-me muito bem de em Outubro, enquanto esperava por uma papelada do médico, olhar para o calendário que estava em cim do balcão. Aqueles calendários grandes com imensa publicidade em redor e questionei a minha mãe apontando inicialmente para o dia 17 de Fevereiro e, posteriormente, para o dia presente - "Meu deus ... O que é que eu fiz com o meu tempo daqui ...até aqui?", obviamente que se tratava de uma pergunta retórica, mas à qual a minha mãe não se inibiu de dar resposta. Sim, a minha mãe ...a pessoa maravilhosa que aturou tanto este ano. 

Foi um ano que sofri, pelas escolhas erradas que fiz, e perdi o chão. Mas foi também um ano em que percebi que, por mais que o chão desabasse, há algo que não nos deixa cair, mesmo quando teimamos em ir abaixo... esse papel? É da Amizade e não do amor. 

Foi o ano em que percebi a força que tenho. Para tentar... E para tentar mais uma vez mesmo quando me dizem que não!! Foi um ano de conquistas académicas, que não poderiam ter terminado da melhor forma. 

Foi um ano bom, pelos motivos maus.

Mas foi também um ano em que conheci, mais profundamente, as minhas fraquezas. Aquelas que não posso orgulhosamente aqui dizer que tenha vencido, mas posso dizer, certamente, que estão na minha lista de batalhas para 2016! 

Este ano, de 2015, não me faz olhar cheia desejos tresloucados, daqueles mesmo à novela mexicana romântica,  para 2016...

Faz-me sim, olhar para 2016 com um desejo louco de ser melhor, de olhar para a vida com outros olhos, de ser mais paciente, com os outros e principalmente comigo, de sorrir mais vezes, sem motivo! Acima de tudo, de ser feliz e fazer aquilo que não fiz este ano, de viver! De viver no presente, de viver com as escolhas que faço e viver bem com elas. Viver com a certeza que tudo o que preciso é de mim própria para ser feliz e que "nada" mais importa. Estes são, sem sombra de dúvida, os meus desejos para o ano que se segue. 

 

"Façam o favor de serem felizes." 

- ❥-

09
Out15

Coisas que me dizem

Jessica

Estava eu na cantina da faculdade à espera de ser atendida quando vejo aquela alminha parva pairar ao meu lado com um sorriso rasgado e já a dizer : 

- Vá despacha-te que tenho de ir, já tenho coisas combinadas ! - informa-me com um ar muito comprometedor do qual me ri de imediato ao adivinhar o que seriam "as coisas combinadas".

- Então mas eu não tenho nada para dizer tu é que disseste que vinhas até à faculdade Mary...Logo bebemos café para me informares sobre as tuas tarefas desta tarde.

Olhou-me de esguelha, observou o colega que estava atrás de mim na fila e (claro) veio a pergunta de sempre - Então e novidades ? anh?

-Não há novidades. Que novidades querias que houvessem? - perguntei-lhe fazendo-me de desentendida e alheada à insinuação na sua pergunta. 

- Como não há novidades? - pergunta-me decepcionada - O dos cavalos ? Ou, ou, o da Marinha !!! . 

Olhei para ela e confesso que parecia estar a ver uma criança pequena , naquela fase dos porquês. 

- Não Mary, não há novidades. Nem o dos cavalos, nem o da marinha. Não quero !

Juro que me olhou como se estivesse a ver um Alien e diz-me logo de seguida enquanto começa a caminhar para a saída - Tu não tens amor à vida .... 

Apesar do passo apressado em que já ia, tive tempo de lhe dar resposta: 

-Eu passei foi a ter muito amor à vida! 

21
Set15

Não há mais nada

Jessica

Não  há mais nada. As palavras estão gastas, os gestos são inúteis e o amor está consumido. Não há mais nada. 

Não há mais nada meu que eu te queira dar. Já quis. Arranjei-me muito bem por dentro, arrumei a "casa", pus-me bonita e perfeitinha, embrulhei o coração e fui com um grande sorriso por-to nas mãos. Os olhos grandes e brilhantes, o sorriso rasgado, a respiração acelerada, eu de vestido e descalça à tua espera, de coração nas mãos para te oferecer, orgulhosa do meu presente e tão feliz. Não me lembro ao certo do que aconteceu, não sei se aceitaste ou não, não sei o que pensaste nem como reagiste! 

Só me lembro de sentir o sorriso a desvanecer, de sentir a visão turva das lágrimas por cair, das mãos a tremer e do coração já desembrulhado no chão, o laço vermelho ao lado, e eu a cair de joelhos a apanhar os cacos. 

Mas hoje, não há mais nada. As palavras estão gastas, os gestos são inúteis e o amor está consumido. Não há mais nada.

29
Jul15

Não preciso de ti: mas

Jessica

❝ ❞

Se sem ti vivo, continuarei a viver - ou a "sobreviver".

Não preciso de ti: mas quero-te. Não preciso de ti para respirar: mas o ar contigo é mais leve. Não preciso que estejas aqui: mas quero partilhar contigo o mesmo espaço. Não preciso de ti para sorrir: mas contigo o meu sorriso ganha outra cor. Não precusi de ti para viver: mas os dias contigo são sempre de sol. Não preciso de ti para fazer uma birra: mas contigo as discussões são mais giras. Não preciso de ti para um beijo: mas o sabor do teu é o que me sacia. Não preciso das tuas mãos em mim: mas são essas que me levantam. Não preciso de ti para um abraço: mas é o teu que me protege do mundo. Não preciso de ti para ser eu: mas o nós é o que me fascina. 

 

 

 

16
Jul15

Querer mais que não existe

Jessica

Já não me contento com pouco. Foi mais uma das coisas que deixaste em mim! 

Esta necessidade de superação, que não se supera. Este querer mais, que não existe. Estaria a mentir se disse-se que não procuro nos outros aquilo que via em em ti ... procuro, mas não encontro. 

E no final de contas, os outros são os outros e tu és tu. E os outros não existem. 

 

 

 

14
Jul15

Quanto tempo mais

Jessica

 

 

❝ ❞

É sufocante, sabes? Ando há dias a pedir que voltes ou que eu te esqueça e nada acontece. Choro-te ainda como se tivesses ido embora ontem. Escrevo como se não tivesse passado o tempo que já se passou.

 

 

 

 

11
Jul15

Elefante estúpido

Jessica

IMG_0022.JPG

 

Há pessoas que lhe chamam optimismo. Muitas me dizem, vezes sem conta, ou pelo menos assim me parece, "Tens de ser optimista Jéssica. Vai à luta!".

Pois bem, eu acho que há uma grande diferença entre ser optimista e ser-se estúpido, tipo o elefante da imagem estão a ver ?

Eu (muito mal comparada graças a deus) até há umas semanas atrás, era esse elefante. Estava a atirar-me, não às cegas, bem pelo contrário, para algo que eu sabia não correr bem, para algo que eu sabia que inevitavelmente me ia magoar e fazer mossa.

Mas atirava-me à mesma, eu que sou o tipo de rapariga (para comigo mesma) apelidada de "copo meio vazio" (apesar de andar a tentar contrariar este pensamento derrotista) e porquê? Porque acho que o amor é isso mesmo. É ver-se o que há para além da vista e mesmo assim ser-se estúpido! É ter-se, por sua vez, vezes sem conta, o pensamento contrário - "copo meio cheio". É acreditar-se que há sempre uma (estúpida) réstia de esperança. 

E nunca vi a palavra estupidez encaixar tão bem num sentimento. E agora, ao reler este texto penso: Será que utilizaste bem o verbo? - "até há umas semanas atrás, era esse elefante" ... 

Elefante estúpido! 

 

 

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